22 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


O Cine Gestão deseja a todos um Feliz Natal! Todos que nos acompanharam nesse início de estrada. Temos muito a percorrer ainda. Aproveite essa época do ano para refletir e pensar sobre o que o Natal significa. Sem pensar no que é clichê ou não é. esqueça-se das convenções sociais. Pense no próximo, pense em fazer o bem, pense na paz, no amor e na harmonia. Coloque em prática todas aquelas boas ações que permeiam os seus pensamentos. Aproveite para se lembrar de implantar isso não apenas no Natal, mas principalmente depois que ele acabar. 2010 vai valer muito mais a pena se você começar a transformar seus pensamentos em ações!



Feliz Natal, um ótimo 2010 e muitos filmes para todos nós!




21 de dezembro de 2009

Animação é o melhor gênero para treinamento


Os leitores do "Cine Gestão" votaram na nossa enquete e decidiram que o gênero "Animação" é o melhor para ser usado em filmes de treinamento. A opção foi a vencedora, com 27,7% dos votos. Em seguida veio o "Drama", com 22, 2% dos votos. Comédia, Aventura e Romance ficaram empatados com 16,6% dos votos.

Os filmes de animação são os que mais cresceram no mercado nos últimos anos. Eles ganharam mais destaque ainda com o advento do computador e a possibilidade de se criar filmes com recursos digitais. mas nem só por isso o gênero se firmou. Os roteiristas perceberam que com a animação, a possibilidade de contar uma história da melhor maneira possível era infinita. Daí o capricho que algumas histórias tem e a capacidade de conquistar adultos e crianças.

A linguagem de animação também é boa de ser utilizada justamente porque la é simples e precisa ser de fácil entendimento. Os filmes ainda contam com os gráficos coloridos que ajudam a assimilar melhor a história.

São bons exemplos a serem usados:

Procurando Nemo (clássico!)
Kung Fu Panda
Ratatouille
Horton e o Mundo dos Quem
Wall-e
A Era do Gelo
Tá Chovendo Hamburguer
Madagascar
Valliant
Tá Dando Onda
Happy Feet - O Pinguim
Coraline e o Mundo Secreto
Os Incríveis
Formiguinhaz
Irmão Urso
Bee Movie
e os lançamentos "Up - Altas Aventuras", "A Princesa e o Sapo" e "O Fantástico Sr. Raposo".

Lições valiosas com "Avatar"



Um dos principais lançamentos de fim de ano, o filme "Avatar" promete ser um dos maiores já feitos na história do cinema. Pode parecer uma história até boba ou trivial, já que o filme foi vendido praticamente como ficção científica. Um ledo engano. "Avatar" tem tanto a oferecer que não cansa nada em suas 2 horas e 40 minutos de projeção. E o melhor de tudo: o diretor James Cameron queria passar uma lição. Uma lição valiosa.

O filme conta a história de como os humanos se instalaram no planeta Pandora, no ano 2154, e começaram a explorar as riquezas do local. Para isso eles entraram em conflito com os habitantes do planeta, os Na'vi. O projeto Avatar foi desenvolvido por cientistas que querem manter um contato mais direto com eles. Então foram criados seres que são clones que misturam o DNA humano com o nativo. Assim, os cientistas podem se conectar ao Avatar através das redes cerebrais. Um dos "pilotos" de Avatar é o fuzileiro Jake Sully, que vai substituir o irmão gêmeo, que foi assassinado. É Jake quem começa a se infiltrar na floresta e conhecer mais dos Na'vi, percebendo que eles dão valor ao seu planeta e aos seus semelhantes. Jake então começa a ficar dividido entre ajudar o povo Na'vi a defender seu território e a completar o seu trabalho, enquanto humano.
A história que podia ser só mais um cont alienígena nos mostra o quanto às vezes somos egoístas e arrogantes, pensando apenas no próprio conforto. O sentimento de comunidade que o povo Na'vi demonstra é único. Para eles, toda a energia da floresta passa por eles e acaba voltando para a natureza. Juntos eles podem fazer qualquer coisa; sozinhos são mais fracos. Talvez por contar demais com sua individualidade, o homem se apóie em máquinas pesadas, como os tanques e explosivos que vão destruir Pandora.


A falta de respeito mútuo é a principal causa de falha quando se tenta trabalhar em equipe. Muitos pensam que são bons o bastante para dar conta de seu trabalho, quando este poderia ficar muito melhor complementado se contasse com ajuda. Ainda mais quando a tarefa demanda uma grande força: apenas uma pessoa não consegue tudo. Todos estão juntos e unidos por um bem comum, então todos tem que coperar. E quando chegam as adversidades, como o que acontece com o povo Na'vi que tem seu território invadido e devastado, sempre há uma solução melhor do que simplesmente aceitar a derrota.

"Avatar" traz muitas outras lições sobre o Planeta Terra, sobre o meio-ambiente, sobre o capitalismo, entre outros. Mas acho que a principal lição que o diretor quis passar se resume em uma palavra: RESPEITO. Respeito pelo próximo, respeito pelas atitudes dos outros, respeito por nós mesmos antes do egoísmo. Lembrando de um velho ditado: "os nossos direitos terminam onde os dos outros começam". Então, comece a analisar e veja o quanto de respeito ainda falta nas suas atitudes.

17 de dezembro de 2009

Conflito de Gerações - Post 4: Geração Y

Irresponsáveis, imaturos e infiéis.

Assim são vistos muitos dos integrantes da Geração Y, a geração de pessoas que nasceu entre 1977 a 1992, ou seja, quem está no mercado de trabalho e tem menos de 30 anos. Essas pessoas estão mudando a maneira de pensar das empresas porque estão se tornando maioria aos poucos. Sua maneira de pensar está entrando em conflito com todas as gerações anteriores. Os "Y" são vistos como rebeldes e indisciplinados. Mas será que isso é mesmo a verdade? Os "Y" não possuem nenhum valor, nenhuma agregação, nada que contribua? Claro que sim! Tanto é que eles estão ganhando cada vez mais voz e sendo cada vez mais reconhecidos como inovadores.

Na verdade mesmo, a Geração Y nada mais é do que um resultado das gerações anteriores. Eles são os filhos da geração que começou a trabalhar cedo e se tornou independente cedo, passando a valorizar o trabalho.Os pais, em sua maioria, viviam ausentes trabalhando; as mães se emanciparam cedo e ganharam o mercado de trabalho. Não à toa as mulheres dominam hoje. Os filhos precisavam ser compensados de alguma forma, daí foram mimados. Hoje, a Geração Y é acostumada a ter tudo o que quer na mesma hora e só se satisfazem por completo quando seus desejos são atendidos. Não tem compromisso com ninguém a não ser com seus próprios interesses. É defendendo suas vontades que eles decidem o quanto eles vão se dedicar a uma empresa.
Eles estão muito mais preocupados com o próprio crescimento do que com o crescimento da empresa. Mas isso não quer dizer falta de comprometimento, muito pelo contrário. Quando eles decidem pelo emprego certo, se eles observam a possibilidade de crescimento, se ofertam 100% ao local de trabalho e ficam felizes com o que fazem. Quando há um retorno positivo, cada vez mais eles desempenham melhor suas funções. O problema está quando nada disso compensa. Se o "Y" não se satisfaz no trabalho ele pode pensar de duas formas: 1-"Não posso sair agora, mas só vou aguentar o tempo necessário, até conseguir coisa melhor" ou 2-"Sou novo e tenho condições de conseguir algo melhor. Não vou ficar mais aqui". De uma forma ou de outra, para eles insatisfação é sinônimo de demissão. É o que especialistas no assunto tendem a chamar de infidelidade.

Quantas pessoas com menos de 30 anos já passaram pelo terceiro emprego? Essa geração é aquela que não consegue ficar muito tempo no mesmo lugar; E às vezes não é nem questão de compromisso ou dinheiro. Eles simplesmente ficam entediados, se cansam da rotina e precisam de algo novo constantemente. Os "Y" cresceram em um mundo com aceleradores de tempo, como a televisão, o celular, a internet, os videogames, ente outros. Eles acompanharam a evolução tecnológica - muitos inclusive ajudaram a criá-las, vide Mark Zuckerman, o criador do Facebook. Eles não gostam de ficar parados no tempo. Precisam ficar antenados em tudo o que está acontecendo e são os que mais acessam internet e dispositivos de mídia como Orkut, Facebook e Twitter.

A geração Y gosta de ditar as regras, e não de segui-las. O que não significa insubordinação. Pelo contrário. Pesquisas nas empresas comprovam que a maioria das ideias inovadoras que surgem nas empresas vem de indivíduos da Geração Y. O mercado hoje é voltado pra ele, mas porque eles é quem estão lá dentro voltando o mercado! O que as empresas precisam compreender é que "Geração Y" e "Bagunça" não são sinônimos. Liberdade criativa tem muito mais a ver e é muito mais relacionada com o termo. O problema está na falta de percepção das empresas em não explorar o caráter criativo e não dar esse retorno.

A Geração Y quer satisfação pessoal antes da satisfação financeira, mas faz o possível para aliar os dois. Para eles, faz muito mais sentido agregar experiencia em diversas áreas e empresas do que fazer carreira num lugar só. Uma exigência que o mercado começou a fazer, a do funcionário multiuso, agora está se voltando contra ele: cada vez mais profissionais querem ser multiuso, desde que sejam reconhecidos por isso. Até mesmo porque, a Geração Y está muito mais voltada para o conteúdo de qualidade que tem dentro deles.

Vale a pena investir nessa geração, que será a que vai comandar as empresas no futuro. Eles serão muito mais experientes em tecnologia, em trabalho, em informação, em tudo! Então, pense bem antes de achar que a Geração Y é irresponsável e imatura. Eles são muito responsáveis com coisas que valem a pena ser. E serão tão antenados que serão páreo duro para a próxima geração, que ainda está na escola, mas vive online quase 100% do dia. Afinal, daqui há alguns anos, vai haver um momento em que tudo vai ser online. Para isso, as pessoas que trabalharão nas empresas precisarão ter esse domínio. É assim que está crescendo a Geração Z, que você confere no próximo post.


Filmes para entender a Geração Y:
-De Repente 30
-Marley e Eu
-(500) Dias com Ela
-O diabo Veste Prada
-Curtindo a Vida Adoidado
-Em Boa Companhia
-Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
-As Patricinhas de Beverly Hills
-Conta Comigo
-O Procurado
-Homem-Aranha 2

14 de dezembro de 2009

Conflito de Gerações - Post 3: Geração X

Conforme vimos no post anterior, os babyboomers são um pouco avessos a mudanças, especialmente quando essas vem de gerações mais jovens. Pois o que agraga cada vez mais problemas dentro dos conflitos de gerações, é que as empresas que estão com forte atuação hoje estão com seus colaboradores quase todos na casa da Geração X, a geração filha dos babyboomers que é altamente favorável a mudanças.

Pertencem à Geração X aqueles que nasceram entre 1965 e 1980, ou seja, tem pouco mais de 30 anos. Nesse período, as condições materiais do planeta permitem pensar em qualidade de vida, liberdade no trabalho e nas relações. Com o desenvolvimento das tecnologias de comunicação, a Geração X já pode tentar equilibrar vida pessoal e trabalho. Mas, como enfrentaram crises violentas, como a do desemprego na década de 80, também se tornaram céticos e superprotetores.


A Geração recebeu esse nome devido a um romance sobre o assunto. Seus membros são os filhos de mães que trabalham fora ou de pais divorciados.Diferentemente dos integrantes da geração do baby boom, que tendiam a se especializar em ciências humanas, os membros desse grupo preferiram as áreas de administração e economia, trocando o idealismo por um realismo mais pragmático e cético. Entre suas principais influências estão Ronald Reagan, a explosão do ônibus espacial Challenger e a Guerra do Golfo.



Os indivíduos da Geração X, apesar lidar melhor com mudanças, são também os que mais se conformam com uma determinada situação. Eles viveram em pleno período de Guerra Fria, onde uma nova ordem mundial estava prestes a ser implantada, mas não era implantada nunca. A briga entre capitalismo e socialismo fez nascer uma sensação de insegurança e conformismo muito grande na Geração X.


A maior parte daqueles que fazem parte dessa geração não se sente ameaçada pela vida corporativa. Tendem a não acreditar nas instituições em geral e magoam-se profundamente com as premissas. Eles se motivam pelas mesmas razões que a geração dos boomers se motivou. Planejam deixar a vida corporativa em breve para iniciar algum empreendimento ou trabalhar em empresas pequenas, opções que se encaixam melhor, para eles, que os papéis corporativos que necessitarão assumir.


Entretanto, esse perfil ainda é altamente necessário às grandes corporações. São pessoas que entraram na empresa com a mente aberta, um pouco mais racional do que a geração anterior e que agregou valores importantes no seu desenvolvimento. Essas pessoas hoje estão em cargos de gerência, mas vem seus postos ameaçados pelas constantes mudanças abruptas na economia ou pela geração mais nova.


Porém isso está mudando. estudos apontam que a crescente convivência da Geração X com os mais novos tem feito deles mais competitivos e interessados do que se pensava anteriormente. Até mesmo porque, em cargos de gestão, eles precisam entender como funciona a mente de seus futuros colaboradores, para que justamente por isso possa prover a eles melhores condições de trabalho. Sem dúvida, as maiores reponsabilidades na maioria das empresas cabe a alguém da Geração X!


Eles buscam um equilíbrio real entre trabalho e vida pessoal e são profundamente independentes. Seguem os passos de seus superiores imediatos. A Geração X é a primeira geração que verdadeiramente domina os computadores. É claro que os "Y" estão muito mais antenados, mas um "X" convive com informática há mais tempo. E o mais importante: são os indivíduos da Geração X os maiores incentivadores do trabalho em equipe.


As empresas estão com a mente mais corporativa devido às ações da Geração X, mas essa mesma mente esté tendo que lidar com uma situação atípica: colaboradores mais do que independentes, individualizados, cada vez mais especializados e sem nenhuma fidelidade empresarial. Como o mundo hoje na palma da mão, a próxima geração acha que tudo é muito pouco pra ela. No próximo post, a famosa (e temida) Geração Y.


Filmes para entender a Geração X:

-Kramer vs. Kramer
-Dizem por Aí
-Um Crime de Mestre
-Harry e Sally: Feitos Um Para o Outro
-Wall Street: Poder e Cobiça
-Em Boa Companhia
-Closer: Perto Demais
-O Informante
-Recém-Chegada
- e o ainda inédito Amor Sem Escalas, que estreia em fevereiro.


Fontes:







9 de dezembro de 2009

Conflito de Gerações - Post 2: Babyboomers



Nos livros de história, o fenômeno conhecido como “Baby Boom” aconteceu a partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra. Soldados sobreviventes voltaram vitoriosos aos Estados Unidos e cheios de esperança para formar ou continuar sua família. Com isso, os americanos começaram a ter filhos. Muitos filhos. Filhos demais. Tanto que esse período é, ate hoje, o período onde ocorreu o maior crescimento demográfico nos Estados Unidos. Esses inúmeros filhos nascidos entre 1946 e 1964 ficaram conhecidos como “Babyboomers” e são responsáveis por quase tudo o que conhecemos hoje.


Eles mudaram a cara, a história e a cultura organizacional das empresas. Em 1960, quando os babyboomers completaram 20 anos de idade, eles começaram uma revolução cultural diferente de qualquer coisa já vista. Liberdade de expressão, liberdade sexual, letras de música mais agressivas, abertura e anistia política. Muita coisa veio dessa geração. No caso do Brasil podemos fazer uma comparação entre os militares que passaram a governar o país em 1964 com a juventude que foi às ruas apenas com paus e pedras para protestar.

Mesmo fazendo parte de uma mesma geração, eles são constantemente divididos em duas categorias: aqueles que nasceram entre 1946 e 1954 (geralmente chamados de Primeiros Boomers) e os nascidos entre 1955 e 1964 (freqüentemente chamados de Boomers Posteriores ou Geração Jones). Os primeiros foram aqueles que presenciaram os assassinatos de líderes importantes como John Kennedy e Martin Luther King. Os outros virão a queda do presidente Nixon no escândalo do Watergate. Dois momentos culturais distintos para a mesma geração.

Porém dois aspectos importantes unem os dois grupos de babyboomers. O primeiro é a Guerra do Vietnã. Os Primeiros Boomers foram à guerra como combatentes e os Posteriores viram tudo de longe pela televisão. Aliás, a televisão é o segundo aspecto que os une. Os babyboomers foram a primeira geração a crescer com um novo formato de difusão de informação.

Essa identidade é, de muitas formas, bastante cética. Aos vinte anos, os Boomers cunharam a famosa frase "Não confie em ninguém com mais de 30 anos" em plena Guerra do Vietnã. Os eventos de Nixon e Watergate sedimentaram o ceticismo da autoridade. Em vez disso, os Baby Boomers passaram a confiar em si mesmos. Eles foram chamados de "Geração Eu" porque foi a primeira geração a fazer um intervalo entre a infância e a idade adulta, e a explorar o fato de ser jovem. Eles se casaram e tiveram filhos mais tarde, e gastaram bastante com si mesmos.

De modo controverso, eles também são uma das gerações mais ativas e menos egoístas de todos os tempos. Sua luta contínua contra a injustiça criou o movimento das mulheres, o movimento pelos direitos civis, os protestos contra a Guerra do Vietnã e muito mais.

Hoje, os babyboomers que estão presentes nas organizações estão chegando na casa dos 60 anos. Eles pensam bastante na família, gostam de trabalhar em equipe e querem tudo em nome do bem comum. Geralmente ocupam os cargos de chefia, depois do longo tempo que trabalharam na mesma empresa. São mais tranqüilos e racionais mas, por terem tido uma grande afirmação ideológica no passado, são pouco receptivos à mudanças, sobretudo quando essas mudanças vem de gerações posteriores, como a de seus filhos, a chamada Geração X, que veremos no próximo post.


Filmes para entender os Babyboomers:
-Sociedade dos Poetas Mortos
-O Visitante
-Foi Apenas um Sonho
-Prenda-me se For Capaz
-Aconteceu em Woodstock
-JFK
-Frost/Nixon
-Todos os Homens do Presidente
-Boa Noite e Boa Sorte
-Apocalipse Now

E a série de TV “Mad Men”
Fonte:

7 de dezembro de 2009

Conflito de Gerações - Post 1: Os Veteranos

Todo mundo já sabe que as pessoas estão dentro de grandes grupos de gerações que nasceram no século XX. Essas gerações estão presentes em todos os âmbitos da nossa vida. Você, que está lendo esse texto agora mesmo, faz parte de uma delas. Mas qual é a sua geração? Ela é uma regra? Especialistas dizem que sim. Embora as pessoas conservem a sua individualidade, todos foram criados sob um aspecto histórico e cultural que foi o mesmo pra todo mundo em algum momento. Por isso as características são tão fáceis de determinar e estudar. A partir de hoje, o Cine Gestão começa uma série de cinco partes sobre as gerações, começando com a geração que abriu o século XX.



Geração dos Tradicionais (ou Veteranos)

Alguns chamam de tradicionais, outros de veteranos. De acordo com os termos americanos, de onde veio a maioria dos estudos sobre gerações, os veteranos são aqueles que nasceram até 1945 e viram o mundo mudar de uma forma gradual na primeira metade do século XX. Essas pessoas cresceram em um ambiente de duas guerras mundiais e uma crise no sistema econômico mundial, em 1929, até então sem precedentes. A maioria nem está mais trabalhando.

Essa geração precisou reconstruir o mundo para que seus filhos pudessem viver nele. Muitos dos homens que se tornaram empresários no pós-guerra vieram retomar suas posições quando a mesma acabava e voltavam dos campos completamente mudados. O desejo de mudança era sem tamanho. Por isso, a geração dos veteranos é tão organizada, dedicada e prática. Querem ver resultados de mudança e não vem custos para isso porque na sua história de vida (ou do seu país, como um todo), todos passam dificuldade.

Eles preferem a estabilidade, por isso pessoas dessa geração passam muito tempo na mesma empresa. Hoje, no ano 2009, muitos desses já se aposentaram, mas se parar pra perguntar, muitos se aposentaram na empresa em que começaram. Os que não se aposentaram ainda, certamente estão em cargos de chefia ou de sociedade, tamanha a confiança devotada à empresa. Há ainda aqueles que nunca foram promovidos, ou entã, foram promovidos a cargos significativamente baixos. Mesmo assim, esses funcionários são aqueles que não dão nem um "ai" pra falar mal da empresa, ou quando falam é totalmente sem pudor, porque já conhecem muito bem o sistema ali dentro.

Essa geração é a geração dos sacrifícios. Gostam de hierarquias rígidas e de padrões a serem seguidos. Eles tiveram que aprender todo um sistema novo de automação vindo da II Revolução Industrial e das necessidades das guerras. Ainda tiveram que se adaptar às tecnologias futuras, tendo que aprender a lidar com computadores, celulares, automóveis modernos, etc.

Numa cultura organizacional atual, o impacto dessa geração ainda é significativo (para o caso das empresas que ainda tem funcionários muito antigos). Eles acumularam sabedoria e experiência ao longo dos anos, sem abrir mão da moral e dos costumes que aprenderam na juventude, quando ainda estavam aprendendo sobre a vida. A rigidez de alguns criou uma geração um tanto quanto libertária e otimista, os chamados babyboomers, que vamos falar no próximo capítulo.

Filmes para entender a Geração dos Veteranos :


-Cocoon
-Coco Antes de Chanel
-As Confissões de Schmidt
-Gran Torino
-Garotas do Calendário
-Lições Para Toda a Vida
-Intrigas de Estado
-A Rainha
-O Resgate do Soldado Ryan
-Venus
Fontes:
Revista Galileu, Ed. 219

3 de dezembro de 2009

Pare de Reclamar


A vida nos dá inúmeras oportunidades que não sabemos aproveitar. Muitas pessoas quando passam por uma adversidade fazem sempre uma coisa primeiro: reclamar. Reclamam de como o dia está feio, reclamam do trânsito, reclamam daquele som alto de um celular tocando loucamente no fundo do ônibus, reclamam do chefe, do emprego, reclamam de como suas vidas poderiam ser melhores. Pois pare de reclamar: podia ser bem pior.

O ex-editor da revista "Elle" francesa, Jean Dominique Bauby, tinha tudo o que precisava. Era rico, famoso, profissional de sucesso, era divorciado mas tinha filhos incríveis e uma namorada linda. Tinha todos os recursos que precisava para ser bem sucedido. Era completamente saudável. Então aconteceu a ele uma dessas coisas inexplicáveis que acontecem na vida da gente. Jean Dominique, aos 43 anos e cheio de vida, sofreu um acidente vascular cerebral, que o deixou em coma. Quando acordou, descobriu-se que ele estava sofrendo de uma tetraplegia rara, chamada síndrome do encarceramento. Ou seja: Jean Dominique não podia mover nenhum músculo do seu corpo, com exceção do olho esquerdo.

Ele chegou a querer desistir de viver, mas com a ajuda de profissionais da medicina, foi desenvolvendo um sistema de comunicação que o colocou em contato com o mundo exterior de novo. Uma fonoaudióloga desenvolveu um método em que ele piscava o olho algumas vezes para simbolizar letras e formar palavras. Dessa forma, ele conseguiu escrever um livro sobre os seus sentimentos. Ele batizou o livro de "Le Scaphandre et Le Papillon", em bom português, "O Escafandro e a Borboleta". O livro foi transformado em filme em 2007.


Jean Dominique usa a metáfora do escafandro para simbolizar a exata maneira como se sentia: preso, imóvel, apenas observando o mundo do lado de fora, como se ele estivesse preso eternamente dentro de um escafandro. A borboleta aparece como a imaginação dele. Ele podia voar para qualquer lugar, podia se libertar do seu escafandro atraés da sua imaginação. No fim das contas, ser a borboleta fora do escafandro, trabalhando com a imaginação, era a única ocisa que mantinham as esperanças dele. Jean Dominique Bauby morreu dez dias depois da publicação do seu livro, em 1997, em decorrência de uma pneumonia.

Ás vezes você pode achar que a vida não tem sido justa com você. Que as suas ações não são recompensadas por seu gestor, por seus colegas de trabalho, por seus amigos e familiares. mas o que você tem feito por si mesmo? Pare de reclamar e comece a tomar atitudes de mudança de perspectiva. Ou melhor: comece a reclamar de você mesmo! Ouvir críticas suas e melhorar para colocá-las em prática é o melhor exercício de auto-estima que se pode fazer. Não espere a sorte mudar pra você, mude-a você mesmo. Quando começar a reclamar de suas condições, lembre-se que tem pessoas que não tem a mesma oportunidade que você tem, seja porque nasceram com uma deficiência, seja porque adquiriam uma, seja porque vivem em um país em guerra ou numa ilha onde são atingidos por maremotos.

Você é livre para voar e fazer a diferença, como a borboleta. Não deixe que seu escafandro psicológico enclausure você pra sempre.

"O Escafandro e a Borboleta"
(França 2007)
Direção: Julian Schnabel
Disponível em DVD
Francês, 112 min.

1 de dezembro de 2009

Ultrapassados?

Filmes batidos no mundo de RH ainda podem render boas lições
Muitos filmes são vistos pelos profissionais de RH como muito velhos e ultrapassados para serem usados em treinamentos. Estava conversando esses dias sobre isso com meu gestor, que me pontuou que um filme muito conhecido desse meio já está mais do que desgastado. O filme em questão é "Procurando Nemo", a já conhecida história do peixe dourado que atravessa o oceano pacífico em busca do filho desaparecido. Tudo bem que a história de Nemo já seja conhecida, mas será que tudo ja foi aprendido com esse filme? Que foco pode ser dado então a essa história, onde um oceano de possibilidades -sem trocadilhos - já foi explorado?

Outro filme que percebo uma grande aceitabilidade - e, da mesma forma, empregabilidade - é "Homens de Honra". Muitas pessoas já me sugeriram esse título para debates em eventos e até mesmo para ser discutido aqui no blog. Mas é nessa hora que a gente precisa da criatividade pra buscar algo novo dentro desses filmes, porque todo mundo já os viu e já conhecem a história e todas as lições possíveis que podem ser extraídas.

A questão a se perguntar é: EU JÁ APRENDI ESSAS LIÇÕES? Em "Procurando Nemo", o pai sai em busca do filho e atravessa todo tipo de obstáculo. Você ainda dá importância para os seus obstáculos? Vê que não vai conseguir no primeiro problema que aparece? Então é hora de assistir a "Nemo" de novo, porque ainda não aprendeu nada! O peixe Marlin, pai de Nemo, não consegue enxergar que a ajuda para seus problemas está ao seu lado, na peixinha Dori. Mesmo com problemas de memória, ela atravessa o oceano com ele, mostrando que tudo pode ser mais fácil, se nós mesmos nos descomplicarmos. E quantas pessoas preferem ainda olhar só pro seu umbigo e se lamentar do que tentar contar com a ajuda dos outros? Uma dose de "Nemo" aqui ainda se faz necessária!

A mesma coisa acontece com "Homens de Honra". Na história, o personagem de Cuba Gooding Jr. enfrenta todo tipo de obstáculo para ser um mergulhador. E era só isso que ele queria. Mas veja que ele consegue algo mais. O título que ele recebe para sempre na sua vida é de "primeiro mergulhador negro da história". Ele quebrou paradigmas quando ninguém achava que isso era possível, quando quebrar paradigmas era crime - principalmente na posição dele. E VOCÊ, JÁ QUEBROU SEUS PARADIGMAS HOJE? Já expadiu seus horizontes e deixou de olhar para as condições que o mundo te impõe? Ou vai fazer a diferença com a capacidade que tem? Talvez você precise assistir a "Homens de Honra" de novo.
Por mais que alguns filmes sejam ultrapassados, fiquem velhos e batidos, sempre dá pra aprender de novo com eles. Ainda mais quando a lição não foi bem aprendida! Se aquele gestor já viu o meso filme quinhentas vezes, mas ainda não mudou nada, mude você! Mude o foco, mostre outros pontos, faça a diferença! Uma história ultrapassada pode cair tão bem quanto uma história novinha em folha. Basta ser um bom contador de histórias!
Esteja preparado para o novo, porque o novo pode surgir até de onde não se esperava mais.

30 de novembro de 2009

Escritores da Liberdade

Há algum tempo dei a dica para o fim de semana de um DVD muito especial pra mim chamado "Escritores da Liberdade". O filme é uma produção da MTV e às vezes acho que ele não ganhou o devido reconhecimento por parte da mídia e até mesmo do grande público. O filme tem uma história belíssima e nos traz uma grande lição de vida. Abaixo você pode conferir um trecho dele no You Tube.





"Escritores da Liberdade" é baseado em fatos reais e conta a história da professora Erin Gruwell ao começar a lecionar a turma 203 do 2º grau no Colégio Wilson. Após sua primeira aula, Erin percebe que a educação naquela escola não era como ela tinha imaginado.Sua turma, assim como toda a escola, é heterogênea, dividida em gangues e etnias, ocorrendo, então, muitas desavenças e brigas violentas. Mesmo um pouco decepcionada ao descobrir o desinteresse dos alunos pela aula, ela não desiste de tentar superar as barreiras ali encontradas. A professora G, como também era chamada pelos alunos, começa a utilizar características comuns às vidas deles para lhes ensinar a matéria, fazendo com que eles se interessem um pouco mais. Também faz algumas atividades que acabam tocando suas consciências.

Quem é você? E as pessoas com as quais todo o dia interage? Com que profundidade conhece os seus colegas de trabalho? Se atua em educação, quais são as informações que possui a respeito de seus alunos? Normalmente temos apenas uma visão superficial e pouco clara da maior parte dos relacionamentos que estabelecemos ao longo de nossas existências. E será que estamos preocupados com isso?



Em se tratando de escolas, por exemplo, em muitos casos parece que o nosso único dever é o de ministrar aulas, passar conteúdos, preencher cadernetas, corrigir provas, cumprir cronogramas e planejamentos. O que não parece muito diferente daquilo que acontece em tantos outros setores produtivos da sociedade, sejam eles hospitais ou escritórios, fábricas ou lojas...

Bater cartão, cumprir responsabilidades variadas, entregar resultados e atingir metas. Viver dentro de um sistema em que a meritocracia é o principal indicador de valor social nos distancia cada vez mais uns dos outros e, aos poucos, vai minando (a ponto de destruir em certos casos) a nossa humanidade. Devo esclarecer, dede já, que não sou contrário à produtividade, ao ganho, ao crescimento profissional e ao desenvolvimento econômico de pessoas, empresas e países.


No entanto creio que todos têm que ponderar questões e situações do mundo real que afetam a coletividade e que colocam barreiras e criam problemas a nossa existência. O debate sobre o aquecimento global, por exemplo, é um caso mais do que premente e fundamental para a existência de todas as formas de vida residentes nesse planeta.

Pense nisso. E tente assistir a "Escritores da Liberdade".

26 de novembro de 2009

Sucesso absoluto no 1° Cine Gestão

Evento lotou auditório onde foi realizado





Diante de uma plateia diversificada, que lotou a sala de exibição, o Grupo Probus realizou a primeira edição do Cine Gestão, falando sobre as relações de trabalho, o mercado e sobre os processos de recrutamento e seleção que são desenvolvidos nas empresas. O ambiente era de descontração, tal qual uma verdadeira sala de cinema, contando inclusive com um kit com pipoca, guloseimas e refrigerante para os participantes. O evento excedeu as expectativas, já que o público que compareceu ao evento foi o dobro do esperado.

Baseado no filme "O Diabo Veste Prada", o evento contou com a presença de Helena Monteiro, head hunter da ImpaRH, que levantou o debate sobre as relações de trabalho nas empresas e sobre os métodos de recrutamento e seleção. Os participantes analisaram vários aspectos do filme, como o modo de gestão da personagem Miranda Priestly (Meryl Streep) e o comportamento de Andrea Sachs (Anne Hathaway) na revista de moda Runuway.

Aliás, Miranda foi mais do que defendida pela plateia, que concordou que a gestora tinha competência em fazer o seu trabalho e os seus atos eram justificados para fazer o bom funcionamento da revista de moda. Por outro lado, houve quem percebesse o espírito inovador e de mudanças em Andrea, mesmo que ela tenha se apresentado no início do filme como uma candidata incompetente para o cargo.

Mas o foco principal foi sobre o modo como o trabalho afeta quem você é no seu dia-a-dia. Os debatedores e o público discutiram questões como ética e moral no trabalho. Falaram ainda sobre como conciliar os valores da empresa com os valores que o próprio candidato já tem agregado dentro de si. Para alguns, esses valores do candidato deveriam ser detectados já o processo seletivo. Para outros, isso é impossível de detectar, por estarem lidando com seres humanos.

O evento foi fechado com avaliação positiva pelos participantes, o que já abre portas para que outros eventos do Cine Gestão aconteça. Ao final do evento foi sorteado um convite individual para uma sessão de cinema. Você não esteve por lá? Haverão outras oportunidades, é só ficar ligado no nosso blog, que em breve estaremos divulgando as datas dos próximos eventos.

E você que esteve lá, o que achou? Nós queremos ouvir o que você tem a dizer. Deixe o seu comentário aqui também! Seja você um colaborador do Cine Gestão e dê a sua opinião!

19 de novembro de 2009

Feriado sem stress


Passou a semana sedento pela chegada do feriado, não foi? Escritório barulhento, o calor e a chuva dignos da Cidade Maravilhosa lá fora e você contando os minutos pro dia 20. Porém, quando ele chegar de fato, amanhã no caso, nada de pensar em trabalho. Descanse, viva, aproveite o tempo e converse com a sua família, dê atenção para os filhos, regue suas plantas, faça qualquer coisa que te deixe animado mas esqueça as planilhas, os e-mails e os telefonemas. Eles estarão no mesmo lugar na segunda-feira, não se preocupe.

Para relaxar então, o "Cine Gestão" não podia deixar de estimular o nosso caro leitor a ir no cinema ou ver um filme. Mas vá esquecendo da vida mesmo! Vá comer pipoca, leve seus filhos e divirta-se. Aproveite as dicas pra esse feriadão do que está no cinema e do que está disponível em DVD.

-2012

Nada de especulações filosóficas e/ou religiosas, asteróides ou o aquecimento global. Nesse filme são os efeitos especiais de primeira que detonam o planeta. Em "2012", os niveis de radiação solar chegam a um nível tão alto que derretem o núcleo da Terra, fazendo com que as placas tectônicas se mexam com mais intensidade, o que ocasiona o deslocamento de toda a crosta terrestre. Todo esse movimento provoca terremotos, furacões, maremotos, explosões vulcânicas e tsunamis que mudam a geografia do planeta. Quem estiver no caminho dos desastres, não vai sobreviver, mas quem não estará no caminho? A condenação do planeta ao seu fim é certa, mas um escritor falido toma conhecimento de planos do governo que criaram arcas secretas para salvar algumas pessoas (quem pudesse pagar) e é pra lá que ele leva sua família, passando por cima de todos os desastres. O filme é basado numa profecia maia que prevê o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012, dentre outras correntes que também apostam nisso. Vá ao cinema sem culpa e saia mais sem culpa ainda.


-(500) dias com ela


Uma linda história de amor às avessas. A história do filme: Tom é um rapaz que acredita que um dia vai encontrar o amor da sua vida, aquela pessoa que vai fazer com que ele se apaixone pra sempre. Ele vê essa possibilidade quando encontra Summer, uma garota nova na cidade que vai trabalhar na mesma agência que ele. Só que Summer não é uma garota comum. Ela é independente, esperta e parece exercer um encanto especial nas pessoas ao seu redor. O problema: Summer não quer um relacionamento sério. Nestas circunstâncias, Tom e Summer começam um "seiláoquê" que, claro, faz com que Tom se apaixone mais ainda por ela. Daí pra frente - ou da frente praí - são narrados alguns dos 500 dias desde o dia em que se conheceram até... até o 500° dia.



-Escritores da Liberdade (EM DVD)


Pensando em qual filme em DVD pra indicar, podia falar de alguma comédia rasgada, mas lembrei desse filme, que é leve e tem uma lição de determinação profunda. Merece um post mais detalhado (e até um evento só sobre ele!) No filme, uma professora vai trabalhar em uma escola onde os alunos, oriundos das muitas gangues que povoam os Estados Unidos - latinos, asiáticos e negros - são considerados irrecuperáveis e não recebem nenhum investimento da escola. A professora luta arduamente para reverter esse quadro, chegando a comprometer até mesmo seu casamento em nome da educação. O filme é baseado no projeto real "Escritores da Liberdade", onde a professora fez os alunos escreverem suas vivencias pessoais em um diário.


Tenha um bom feriado e um bom fim de semana. Lembrando que semana que vem temo I CINE GESTÃO. Não deixe de se inscrever, acessando http://www.buscarh.com.br/ .

13 de novembro de 2009

Que salto alto, que nada!


Cinema pra ser usado pra treinamento vai muito além de sapatos de salto alto e estilistas famosas, como os casos abordados até agora no Cine Gestão (Ver "O diabo veste Prada" e "Coco Antes de Chanel"). Pois os homens podem também se sentir encorajados para participar de sessões de treinamento com filmes! Separei três exemplos de filmes que tem muita ação e batalhas épicas, provando que o cinema é uma arte democrática. Hora da revanche masculina!

1 - Gladiador (2000)

Estrelado por Russel Crowe , a história do guerreiro Maximus, que perde tudo após o herdeiro do Império Romano, Comoddus, assumir o posto de seu pai no comando , é comovente e deixa incríveis lições de perseverança e determinação. Maximus passa por várias provações e vai de general a escravo, virando um gladiador nas arenas de batalha. O bom do filme são as espetaculares cenas de guerra e as lutas dos gladiadores na arena (com uma perfeita reconstrução digital do Coliseu). Vencedor de cinco Oscars, incluindo Melhor Filme.



2- Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (2003)

Neste longa de batalhas marítimas (coincidentemente, também estrelado por Russel Crowe), o bom de se usar em treinamento é o trabalho em equipe. O filme mostra como um navio britânico lutou sozinho contra toda uma frota francesa na Era Napoleônica - em águas brasileiras, diga-se de passagem. Sozinhos, eles também tinham a missão de capturar o maior número de prisioneiros possíveis de uma nau francesa veloz e letal. Outro filme que também tem ótimas cenas de ação, bem ao estilo "Piratas do Caribe", só que com uma carga dramática maior. Vale a pena assistir e aprender mais sobre o espírito de liderança desses marujos.


3 - 300 (2007)

Com "300" fica provado que a união realmente faz a força. Para quem não conhece toda a história, o filme narra a épica batalha que os gregos da cidade de Esparta travou contra o exército persa de Xerxes, na batalha que ficou conhecida como Batalha das Termópilas. O diferencial é que o exército espartano só contava com 300 homens contra mais de centenas de milhares de persas. Nem os historiadores sabem precisar o número de guerreiros. No fim, os espartanos não conseguiram vencer todo o exército, mas a sua determinação ganhou tempo para que toda a Grécia se unisse e formasse uma frente de batalha infinitamente superior aos persas. A batalha seguinte ficou conhecida como "Batalha de Maratona" e foi tão importante que definiu os rumos de toda cultura ocidental (europeia, americana e africa colonizada). O filme, claro, narra todos esses eventos com muita ação.

Porque assistir a "Coco Antes de Chanel"?

Quem ainda não viu tem pouco tempo para assistir a "Coco Antes de Chanel", antes que o filme deixe o circuito carioca.

Como todo filme francês, esse carrega aquela aura europeia e elegante. Ainda mais quando se fala da mulher que revolucionou o mundo da moda, numa época em que moda nem tinha esse contexto. "Coco Antes de Chanel" é muito mais sobre a mulher do que sobre a estilista.

Gabrielle é uma menina que foi deixada em um orfanato junto com a irmã, Adrienne. Quando crescem, as duas vão trabalhar como costureiras durante o dia, mas cantam em um bar à noite, alimentando o sonho de serem atrizes. Quando Adrienne decide parar de cantar, atendendo a pedidos do amante, Gabrielle vai morar na casa de um admirador, o Barão Etienne, de quem ganha o apelido Coco. Aos poucos, Coco vai se moldando na mulher que se tornaria, impondo sua personalidade no modo de vestir. Numa época em que todas as mulheres andavam de plumas, penas e laçarotes bufantes para se exibir, Coco mostrava a simplicidade. Seus chapéus vão ganhando fama e seu relacionamento com o Barão se desgasta, até que conhece o inglês Artur Capel e se muda para Paris.

O resto é história. Na verdade, o filme mostra mais a trajetória de Coco até se mudar para Paris e começar a fazer fama. Em nenhum momento do filme, o nome Chanel é usado, para se ter uma noção. Mas nem por isso sua personalidade é diminuída no filme, De temperamento forte desde sempre, Coco mostra no seu figurino o que era por dentro. Ela ousou desafiar padrões até então nunca pensados na França antiga. Por exemplo, o fato de uma mulher querer trabalhar era impensável. Por isso, Coco ficou conhecida como o símbolo da mulher moderna e a Maison Chanel é hoje uma das casas de alta costura mais importantes do mundo.

Quer um símbolo maior de determinação e perseverança? Gabrielle Chanel nunca teria chegado aonde chegou se tivesse se acomodado na posição que ganhou na casa do Barão. E mais ela não olhou para nenhuma dificuldade ou para o que os outros pensavam dela. Com isso, hoje a marca Chanel é copiada e imitada no mundo todo e praticament o estilo que as mulheres tem hoje no céculo XXI foi cria dela.


A questão é: QUAL A MARCA QUE VOCÊ VAI DEIXAR PARA A POSTERIDADE?


Coco Avant Chanel
(França, 2009) De Anne Fontaine.
Com Audrey Tatou, Benoît Poelvoorde, Alessandro Nivola, Marie Gillain.

9 de novembro de 2009

A Defesa de Miranda


Ao montar o 1° Cinge Gestão, encontrei várias teorias e versões que podem ser aplicadas ao cotidiano da gestão de negócios. O que eu não esperaria encontrar é uma defesa da personagem Miranda Priestly! Ela, que é vivida por Meryl Streep ("As Pontes de Madison"), é geralmente uma unanimidade em ser tachada de durona, arrogante e agressiva. Mas tem quem a defenda - e com argumentos pra lá de fortes. Veja:


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Miranda é uma chefe competente, exigente e exuberante no que faz e no que se propõe. Editora de uma grande revista de moda, é comprometida com a sua idéia e o seu trabalho. Ela é a editora Miranda na revista da moda e não o contrário.

Há diferença, percebe?

Competente, autoritária, perfeccionista, exigente, detalhista, visionária, organizada, comprometida, preparada, bem relacionada, conhecedora do mercado e assertiva quanto às suas tendências.

Chefe é chefe e se comporta como chefe! Miranda precisa de uma estrutura à sua altura, não pelo status que promove ou ostenta, mas para estar à altura de suas exigências e dos resultados que pode dar. Mesmo sendo chefe precisa apresentar resultados. Nenhuma estrutura ou organização sobrevive sem resultados. Até mesmos as instituições filantrópicas têm que dar resultados, nem que sejam outros resultados filantrópicos. Caso contrário, no mínimo, perdem a credibilidade.



Voltando à Miranda... A estrutura não está à altura, haja vista a correria da equipe de profissionais competentes e contratados para fazer o que já se sabe e mesmo assim ficam sujeitos às críticas. Tem mais desculpismo que eficácia, não é mesmo! Não confundam: eficiência é o processo, é o fazer ´direitinho´ e ´arrumadinho´. Tudo muito bem. Mas não é só isso. Precisa da eficácia, que é o resultado, que é o lucro, a economia que se fez, a qualidade que se esperava e a satisfação em excelência.

A chefe Miranda pode parecer hostil e indigesta, mas... funciona. Mesmo com as limitações da equipe, exige os melhores resultados. Parece cruel exigir além dos limites, mas os resultados são e devem ser determinados por ela, pois é isso que se espera dela. É isso que ela se propõe e ocupa aquele cargo pelos resultados que produz.


Para ler todo o conteúdo, clique AQUI.



Fonte: www.vencer.com.br

3 de novembro de 2009

O Diabo Veste Prada


O emprego do sonho pode vir a se transformar num pesadelo


Maria Bernadete Pupo



Uma reflexão sobre o filme:


Apesar de previsível, quem o assistir com uma visão crítica vai visualizar muitas situações que são expostas em aulas de Administração. você irá perceber situações que envolvem desde o momento da seleção, da importância de se preparar para uma entrevista, das dificuldades encontradas no ambiente de trabalho, de como lidar com os grupos informais até a Gestão de Pessoas e os estilos de liderança. Andréa Sachs, recém-formada em jornalismo, muda-se para Nova York, a fim de conseguir emprego como articulista em alguma revista da cidade. Mas, ela acaba conseguindo trabalho somente na revista de moda Runway.


Postura durante a seleção


Sua postura simples durante a entrevista não foi adequada ao perfil da vaga e ao ambiente e, além disso, sequer procurou certificar-se dos dados da organização para a qual estaria candidatando-se. Fica desconcertada quando Miranda perguntou-lhe se lia a revista Runway e se a conhecia. Percebe-se que somente quando Andréa chega para a entrevista, é que começa a entender que seria preciso mais que iniciativa e determinação para vencer aquele desafio. E, quase que no final da entrevista, com ar de simplicidade a candidata conseguiu demonstrar em poucas palavras suas habilidades e competências ao destacar o trabalho que realizava na universidade, despertando assim o interesse da editora-chefe. Esta postura serve de alerta para as pessoas que procuram uma colocação as quais devem se planejar para buscar um emprego e focar o negócio a que se propõem.

O planejamento pode evitar sua exposição desnecessária e mais dissabores. A contratação de Andréa ocorreu muito mais pela sensibilidade da gestora que focou o comportamento da candidata, a qual, sem ao menos perceber, exemplificou um contexto, uma ação e um resultado (CAR) tão exigido nas entrevistas por competência, quando disse que era inteligente, tinha facilidade de aprendizado e era dedicada e que na universidade onde estudava, ganhou competição nacional e teve premiação em jornalismo.


A surpresa do início




Andréa demonstrou qualidades indispensáveis para todo e qualquer profissional que deseja ser bem-sucedido no mundo corporativo: equilíbrio emocional para aceitar as discriminações e os ataques da assistente Emily. Uma coisa era certa, a de que Andréa não tinha a menor postura e se sentia uma figura solitária entre o exército de "saltinhos" da equipe da Runway - divas da moda macérrimas, batendo seus saltos altíssimos pelos corredores da revista.



Porém, este é um exemplo de que as pessoas são adaptáveis e quando querem conseguem superar seus próprios limites, recusando-se a fracassar, um ponto fundamental para quem deseja vencer. A postura arrogante e insegura de Emily, que enxergou na figura de Andréa uma ameaça ao seu emprego, atribuiu-lhe críticas e menosprezou suas habilidades - problemas estes a que todos estamos sujeitos a enfrentar, principalmente no inicio de uma atividade. Ao final, Andréa conseguiu conquistá-la (outra habilidade necessária para manter o bom relacionamento interpessoal no dia-a-dia). E tudo sempre com um sorriso no rosto (bom humor, outra característica fundamental que faz a diferença entre um profissional e outro).


Reflexão

Esses são alguns dos requisitos fundamentais para os profissionais tornarem-se bem-sucedidos nos dias atuais, porém Andréa enfrentou sérios problemas com as exigências do novo emprego, incluindo tarefas absurdas ordenadas pela chefe, temida por todos, submetendo suas assistentes a um regime de exigência extremada, não perdoando falhas, não esboçando elogios, maltratando e humilhando seus subalternos de maneira irônica e implacável, caracterizando assim abuso de poder, motivo este que tem rendido uma série de processos para as organizações por assédio moral. A verdade é que Andréa acabou anulando sua vida pessoal e se adaptou de tal forma, que passou por mudança radical, tanto visual, quanto em relação ao seu comportamento (flexibilidade, outro requisito importante que também faz a diferença entre um profissional e outro). O que se percebe é que Andréa tinha obsessão pela sua carreira e quando percebeu que poderia transformar todos aqueles desafios em oportunidades doou-se de corpo e alma, pois teria a oportunidade de conhecer jornalistas do mundo todo, decidindo abandonar tudo em favor de seus sonhos e quanto mais ela enxergava a vida pelos olhos de Miranda, mais tinha a certeza de que o mundo dela seria fabuloso, porém solitário; mas entendia que o sucesso dependia de um grande sacrifício.

Talvez ainda não tivesse entendido que para isso tudo tinha um preço a pagar. Esse é um drama que infelizmente está presente na vida de muitas pessoas. A mensagem que podemos tirar deste filme é: que ter perseverança, dedicação, humildade, seriedade e honestidade são fatores muito relevados no mundo corporativo, porém, nada deve ultrapassar o limite de nossa dignidade e de nossa integridade.