6 de dezembro de 2010

Somos tubarões, não somos cisnes


Por ALine Souza
@souzaline
@zetaprobus

O filme Amor sem Escalas - (Up in the Air, 2009 -EUA) vem nos traz importantes reflexões sobre nossa postura diante daquilo que fazemos e veramente acreditamos, nossos valores e nossa capacidade de mudar de opinião, crescer, valorizar outros aspectos da vida. Ninguém está livre de mudanças, e quando mais rígidos formos em nossas convicções, mais suscetíveis seremos a mudá-las.

Demitir pessoas, acabar com os sonhos e os planos alheios, afundar o dedo nas feridas mais profundas e gerar o desespero e angústia nas pessoas. Este é o trabalho de Ryan Bingham (George Clooney), um executivo de uma grande companhia de Recursos Humanos especializada em demissões e cortes de pessoal que é terceirizada por outras grandes empresas para fazer-lhes o “serviço sujo”. Ao longo de sua carreia, Ryan desenvolveu um profundo amor pelo que faz e pela sua vida de não ter um lar, paradeiro certo e de viver de aeroporto em aeroporto, viajando para onde existam pessoas a serem demitidas. Isso tudo o fez uma pessoa fria, calculista, sem muito apego e alguém profundamente orgulhoso de ser como é.

Logo no início do filme, que é narrado em primeira pessoa, o personagem se pergunta, imitando as inúmeras contestações que ouve dos demitidos, “quem sou eu”? A resposta é que ele é o demônio terceirizado que veio para espalhar o desespero. Percebe que no fundo não passa de um repetidor das clássicas mentiras de todo RH: “sua carreira está apenas começando”, “encare isso como mais um desafio”, “confio nas suas possibilidades”, quando a pessoa do outro lado só pensa nas dívidas da hipoteca da casa, na escola dos filhos e no fato de não ter mais de onde tirar dinheiro para sobreviver. É a automatização da demissão, a distancia e a deumanização.

Ryan e ALex (Vera Farmiga)
Numa de suas inúmeras viagens como palestrante e consultor, Ryan conhece uma mulher que “adora a falsa hospitalidade” dos locais em que se hospeda. Esta mulher é Alex Goran (Vera Farmiga), uma relação onde percebemos claramente a inversão de valores entre homem e mulher, mesmo sendo ambos executivos de grandes empresas. Eles têm em comum a praticidade da vida, a falta de valores humanos e os apegos excessivos a status, ao dinheiro. Ryan, por exemplo, possui a compulsão por colecionar milhas nas companhias aéreas, ele quer bater o record de 1 milhão de milhas sendo o indivíduo mais jovem a realizar a proeza. Seu único objetivo com isso é ter seu nome escrito em uma aeronave, ser imortal!.



Ryan segura imagem dos noivos para ser fotografada
Sua família, sempre muito distante, exige sua presença no casamento da irmã mais nova e vai além, pede que ele faça fotos da imagem dos noivos em vários pontos do país por onde ele passar, já que os noivos não poderão ter uma lua de mel descente, ao menos a imagem deles, de papelão, terá. Meio ao estilo do Anão de Jardim no filme “Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain” – ou simplesmente Amelie Poulain, Ryan, a contra gosto, acaba fazendo as fotos, contando para isso com a ajuda de Natalie Keener (Anna Kendrick), uma jovem promissora que entra para a empresa como sendo a solução de todos os problemas. Sua idéia é implantar um novo sistema de demitir pessoas, sendo que não seria mais necessário viajar até o cliente para demitir seus funcionários, se não, fazer isso por meio de vídeo conferência, sem contato real, próximo ou humano.


Natalie (Anna Kendrick) e Ryan (Clooney)
Transição! Toda mudança gera medo e insegurança, sendo esta etapa sempre muito difícil para qualquer pessoa. Ameaçado pela jovem (Geração Y), que parece querer roubar seu lugar na empresa e seu modo de vida, Ryan propõe que ela vá com ele nas suas viagens experimentar fazer aquilo que fazem tendo como desafio o olho no olho, testar o sangue frio da moça, o coração. Na verdade, ele quer continuar “apunhalando o peito e não as costas das pessoas demitidas”, ou seja, fazer isso pessoalmente. Ryan é o tipo do homem que afirma gostar de estereótipos porque assim ganha tempo nas filas dos aeroportos.

Quando Natalie diz que Ryan criou um casulo dentro da sua filosofia da “mochila vazia”, ele percebe que o maior vazio está dentro dele mesmo. Ele já não acredita nisso, ele já não é o mesmo. Também sua colega de trabalho não é mais a mesma, ela foi tocada pelo calor do ser humano, quando ela experimenta a prática, deixa de acreditar fielmente naquilo que ela diz, naquilo que ela mesma criou.


Ryan chega com seu cartão de milhas para mais uma viagem

A reviravolta do personagem está no convite que ele faz para Alex de acompanhá-lo ao casamento da irmã, ele não teve medo de mudar sua postura e seu comportamento diante daquilo que ele sempre afirmava. Entretanto, logo teve que lidar com a decepção e com a frustração de expectativa que criamos em cima das pessoas. Nesse momento do filme, a conquista de suas milhas já não tem a menor importância para ele. Talvez ainda tenha para a sua irmã, recém-casada. Ao final, Ryan tem sua vida de volta, até mesmo porque, a vida é a nossa melhor companhia.


FICHA:
título original: (Up in the Air)
lançamento: 2009 (EUA)
direção: Jason Reitman
atores: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman.
duração: 109 min
gênero: Comédia Dramática








10 de novembro de 2010

O que é mais importante para você?

Por Aline Souza
@souzaline
@cinegestao



A insatisfação com a própria vida, a decepção com aqueles que estão próximos de nós, a apatia e falta de vontade de viver são sentimentos que muitos de nós já sofremos algum dia na vida. Há quem diga que por volta dos 30 anos todo ser humano tem o seu “divisor de águas”, onde aprende a olhar para trás, aprende com suas feridas e é obrigado a cicatrizá-las para seguir em frente, olhar adiante. Esta não deixa de ser uma boa teoria para explicar as angústias da vida. Quem nunca teve o ímpeto de abandonar tudo e seguir em outra direção? Estabilidade, status, emprego, casamento, dinheiro, tudo isso pode aprisionar uma pessoa dentro dela mesma, pode provocar a auto-sabotagem inútil, que nunca trará a felicidade almejada. Por outro lado, há pessoas que possuem a coragem de deixar tudo isso para trás quando percebe que nada faz sentido, quando percebe que a vida não tem mais sabor. Este é o caso da personagem de Julia Roberts em Comer Rezar Amar (2010), baseado na história real da escritora Elizabeth Gilbert.

O filme conta a história de Liz, uma autora de sucesso, que vive em Nova York, é casada e tem amigos, mas não tem nenhuma motivação para seguir em frente. Procura em novos relacionamentos passageiros, procura na família, mas não encontra em lugar algum. Até que um dia decide que vai passar um ano em viagem para lugares que jamais havia imaginado conhecer. Planeja-se. Segue primeiramente rumo à saborosa Itália, terra do bom garfo, onde é possível “perder” tempo tomando sorvete na praça, onde Liz abandona a culpa de comer, de se alimentar com satisfação, perde a vergonha de se lambuzar e de destinar tempo a não fazer nada, em respirar somente.

Durante o filme, outras histórias se entrelaçam à de Liz. “Na Itália, ela conhece um grupo que a adota, levando-a para restaurantes e até para casas de campo, onde passam o feriado de Ação de Graças. É na Itália que ela começa a aprender a relaxar e a alegria de não fazer nada – o famoso dolce far niente” (Pop&Arte-G1).

Em seguida chega à Índia. Ali aprende com muito esforço a se concentrar, a encontrar o fundo de seu EU, a se respeitar mais e descobre também que há pessoas que precisam fazer aquilo que sabem fazer, aquilo que sua essência permite que se faça. Percebe, principalmente, que o silêncio é um pedacinho do céu que desce até o ser humano.

“Na Índia, ela conhece Richard (Richard Jenkins), um texano que implica com o seu jeito, até que se torna seu amigo e uma espécie de mestre, mesmo com pouca relação com a religião” (Pop&Arte-G1).

Ao chegar à Indonésia para rever um guru que previu sua volta, ela tem a oportunidade de amar. Mas não os amores fugazes que havia tido, onde ela se anulava para se tornar o outro e viver a vida do outro, mas sim um amor que a pudesse instigar, criar mistérios e tranqüilidade. Quando Liz, já cansada de negar os comentários de que precisava arrumar um marido e já cansada de se indignar com a afirmação de que toda “mulher precisa de um homem”, ela se rende à paixão por Felipe (Javier Bardem). “Na Indonésia, ela reencontra o seu verdadeiro guru, que propõe que ela encontre o equilíbrio entre o prazer e a censura. Também em Bali, ela é apresentada para uma curandeira, que, junto com a sua filha, são responsáveis pelo momento mais emocionante do longa” (Pop&Arte-G1).

Ainda que o filme cometa certos pecados culturais, retratando os clichês e as caricaturas de alguns países, é inevitável a sensação de sair do cinema louco para pegar um avião e aterrissar em Roma. A impressão que temos é que a Índia é muito mais rígida do que imaginamos ser e que lá faz muito mais calor, já que Liz aparece menos “bonita” em sua passagem pelo país. Já em Bali, sua áurea volta à conexão com a beleza.

No dia a dia das empresas por muitas vezes nos vemos assim, desmotivados, cansados de tudo e de todos, com vontade de sair, fechar a porta e não olhar para trás. Mas é justamente nesse momento que precisamos parar tudo, repensar os rumos tomados e retroceder onde erramos para conseguir seguir em frente aprendendo com nossos erros. Não é fácil amadurecer, este é um processo doloroso na vida pessoal e profissional. Às vezes, por mais que tenhamos sucesso e sejamos bons profissionais, isso não faz de nossos comportamentos os melhores dentro de uma organização e para com outras pessoas.

Embora baseado em um livro de vivências, o filme está longe de ser uma auto-ajuda. Ele é capaz de nos fazer ver a importância das metas e objetivos traçados, a importância de cumpri-los, ainda que durante o percurso tenhamos problemas, contradições a serem vencidas e que seja necessário leveza e menos rigidez para cumprir com o caminho traçado. Comer Rezar Amar levanta o debate sobre a questão: o que é mais importante para ser feliz? Esta resposta o Cine Gestão deixa para vocês!

Acesse também o Site Oficial do filme


Casal de atores na Premier de Nova York

FICHA TÉCNICA

Diretor: Ryan Murphy
Elenco: Javier Bardem, Julia Roberts, James Franco, Billy Crudup, Richard Jenkins, Viola Davis, Tuva Novotny, Ali Khan, Lidia Biondi, Arlene Tur, Luca Argentero, James Schram
Produção: Dede Gardner, Brad Pitt
Roteiro: Ryan Murphy, Jennifer Salt
Fotografia: Robert Richardson
Trilha Sonora: Dario Marianelli
Duração: 133 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Plan B Entertainment




Assista ao vídeo

13 de outubro de 2010

Antes da partida.. há muito por fazer.





Por Aline Souza

@souzaline
@cinegestao

Neste dia que marca o ano de 2010, com o resgate dos mineiros chilenos do coração da terra, o Cine Gestão nos traz duas lições de vida, uma na ficção e outra da vida real. Foram 70 dias em que os trabalhadores ficaram dentro de uma mina, onde viviam sob condições absurdamente adversas que os obrigaram a rever todos os seus valores e vaidades, tiveram que se submeter a novas condutas de sobrevivência em equipe e com a estratégia de estabelecer lideranças, inclusive espirituais para dar conta da pressão interna e psicológica, assim como a pressão física de estar a mais de 700 metros de profundidade. A importância de se ter um líder neste momento de risco para a vida humana é fundamental, é exemplo de superação. O indivíduo poderia se perder no caos, na total ausência de sentido, nos temores e preocupações. Uma maneira de pensar com perspectiva saudável, com uma possível saída é o papel da liderança. Não se perder em uma situação de trauma, dizer os passos a serem dados diante da escuridão, este é o papel da liderança. Certamente alguns pensaram o pior, temeram por suas vidas, se lembraram da família e talvez duvidaram se um dia voltaria a vê-los novamente, talvez se lembraram de tudo aquilo que ainda estava pendente e gostariam de concluir antes de morrer.

Todos nós temos muitas coisas para fazer e viver antes de partirmos desta para melhor. Em outras palavras, fazemos mil e uma promessas de lugares a visitar, pessoas a conhecer ou reaproximar, mas a verdade é que sempre estamos adiando e deixando para amanhã aquilo que prometemos agora, para esta semana, para o mês que vem, para o próximo ano. Somente em uma situação limite é que somos capazes de nos lembrar de todas as promessas feitas, quando vem à boca o gosto amargo do arrependimento, do remorso, das desculpas não pedidas, do “eu te amo” não dito ou até mesmo do aperto de mão não concedido.

Para abordar o tema polêmico temos a união de nada menos que dois dos melhores astros da atualidade de Hollywood: Jack Nicholson e Morgan Freeman nos papéis de Edward Cole e Carter Chambers, respectivamente. Ambos são doentes terminais de câncer, vivendo o pós-operatório de quimioterapia, de luta pela vida, de vômitos, dores e o que seria pior, ao menos para um deles: a convivência cotidiana dentro do quarto duplo do hospital. Esta convivência foi o primeiro desafio a ser superado por Edward, dono do hospital onde outrora havia implantado a política de quartos duplos sem jamais esperar ficar doente e ter que experimentar, ele mesmo, esta política. Enquanto um era muito rico, o outro, Carter, era um simples mecânico que havia trabalhado por 45 anos para sustentar os filhos, abdicando do sonho de se tornar um professor de história.

Unidos pela casualidade, pela coincidência ou pela força divina, em um dos momentos de diálogos dentro do quarto, Carter inicia uma pequena lista de coisas que gostaria de fazer, antes que seu tempo de vida, estimado em 6 meses ou um ano, acabe. O cético Edward, ao ver aquilo, fica curioso e resolve provocar o amigo, instigando a fazer coisas muito mais grandiosas do que aquela singela lista, afinal, só se vive uma única vez, então, porque não viver com estilo? Dinheiro não seria o problema!

Neste momento, surpreendendo a família e os médicos, ambos decidem sair em viagem pelo mundo para viveram a maior aventura de suas vidas, visitando locais que muitos sonham e outros nem sequer o fazem: Tajmahal, pirâmides do Egito, pular de pára-quedas, ajudar um completo estranho... Estes são alguns tópicos da lista, que ia crescendo à medida que um ou outro sentia a necessidade de incrementar a despedida do amigo como beijar uma linda mulher ou reaproximar-se daquele ente querido que não via há anos. O solitário Edward precisou olhar para dentro de si mesmo para descobrir o quanto sentia falta de sua filha, que há muito estava distante. A vida é mesmo feita de pequenas coisas! É preciso encontrar a alegria e é preciso se perguntar se cada um de nós proporcionou alegria a alguém.

O grupo de mineiros se manteve coeso, organizado, compartilhando alimentação e água, elementos essenciais de vida. O individualismo e a competitividade do mundo atual não imperaram neste grupo de seres humanos, que mostrou o melhor de nossa raça, o fortalecimento do grupo. Sob a competente direção de Rob Reiner, Nicholson e Freeman oferecem interpretações de corpo e alma nesta inspirada saudação à vida, que prova que o melhor momento para se viver ainda é o agora.



Informações Técnicas:



Título no Brasil: Antes de Partir


Título Original: The Bucket List


País de Origem: EUA


Gênero: Drama / Aventura


Classificação etária: 10 anos


Tempo de Duração: 97 minutos


Ano de Lançamento: 2007


Estréia no Brasil: 22/02/2008


Estúdio/Distrib.: Warner Home Video


Direção: Rob Reiner



Veja o trailer aqui:
 

4 de outubro de 2010

É melhor morrer como um bom homem ou viver como um monstro?




Por Aline Souza
@souzaline
@cinegestao


Um filme no mínimo contraditório para nossa proposta de abordagem no contexto corporativo, mas ao mesmo tempo intrigante e indispensável para um blog de cinema. Na verdade, o fato de ser um filme dirigido por Martin Scorsese faz toda a diferença. Ilha do Medo (Shutter Island) trás uma vertente diferente de Leonardo DiCaprio, que se mostra capaz de ir ao fundo como um real agente de polícia, investigador de uma alucinação psicótica.

Em 1954, o desaparecimento de um paciente no Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston, faz com que dois agentes sigam em missão de investigação para a ilha, e uma vez lá percebam que os métodos medicinais são no mínimo ilegais para experiências radicais com os pacientes. Em meados da década de 1950, a presença da 2º Guerra Mundial é marcante e para um ex-combatente ainda mais, com suas lembranças andando lado a lado para onde quer que olhe. Não podemos nos esquecer também de que junto com o horror vinham os rumores de experiências nazistas com seres humanos que envolviam técnicas de lavagem cerebral, implantes de órgãos e as piores bizarrices científicas. Até hoje, em tempos pós-modernos, vemos o assunto gerar grandes polêmicas, já que os nazistas sobreviventes se espalharam pelo mundo todo e com eles suas idéias. Ilha do Medo toca nesse assunto de maneira a delatar sem punir, apresentar o tema sem solucionar a questão, e mais, a reviravolta final nos demonstra que toda a suspeita verossímil do agente Teddy Daniels na verdade não vai muito longe de sua própria mente, ainda que todas elas fossem plausíveis de existir.

Após uma terrível tempestade e de constatar que os médicos escondem os relatórios e as informações, Teddy está convencido que ele mesmo está sendo envenenado. O que nos fica desse impressionante filme, além da trilha sonora que nos arranca suspiros, é a obstinação pela verdade e a confiança que existe no interior do policial, que em sua investigação estão imbuídos os melhores e mais honestos valores. Também fica a reflexão de que no fundo o modo de gestão aplicado nos dias de hoje ainda muito se baseia na escola nazista de relatórios, vigilância e manipulação. O que devemos fazer dessas reflexões é aquilo que vamos fazer de nosso cotidiano dentro das empresas.



Ficha Técnica

título original: Shutter Island

gênero:Suspense

duração:02 hs 18 min

ano de lançamento:2010


estúdio:Paramount Pictures / Sikelia Productions / Phoenix Pictures / Hollywood Gang Productions / Appian Way

distribuidora:Paramount Pictures

direção: Martin Scorsese

roteiro:Laeta Kalogridis, baseado em livro de Dennis Lehane

produção:Brad Fischer, Mike Medavoy, Arnold Messer e Martin Scorsese

fotografia:Robert Richardson

direção de arte:Max Biscoe, Robert Guerra e Christian Ann Wilson

figurino:Sandy Powell

edição:Thelma Schoonmaker

efeitos especiais:New Deal Studios / CafeFX / Gentle Giant Studios / Mark Rapaport Creature Effects




Elenco:

Leonardo DiCaprio (Teddy Daniels)

Mark Ruffalo (Chuck Aule)

Ben Kingsley (Dr. John Crawley)

Emily Mortimer (Rachel Solando)

Michelle Williams (Dolores Chanal) FOTO

Max Von Sydow (Dr. Jeremiah Naehring)

Jackie Earle Haley (George Noyce)



Veja o Trailer:

8 de setembro de 2010

Quando a justiça é cega, não há como se calar até que ela lhe escute.




Por Aline Souza
@souzaline
@cinegestao

Antes de ser um filme que inspira os estudantes de advocacia, Jornada pela Justiça (The Wronged Man - 2010) é um filme que trata de determinação e coragem. A história é baseada na trajetória real de Janet Prissy Gregory (Julia Ormond), uma advogada que era viúva de três casamentos, lutava para sustentar seu filho pequeno sob valores de verdade, honra e persistência. O filme se inicia com 17 anos antes dos fatos principais. Naquele momento o marido de Prissy está prestes a ser condenado à morte e faz uma ligação telefônica para se despedir dela. É uma sensação de fracasso aquela em que o marido faz a última refeição e quando ela escuta sua voz pela última vez. Afinal, ela, sendo uma advogada criminalista, não consegue salvar o marido.

Janet toma conhecimento da história de Calvin Willis (Mahershalalhashbaz Ali), por meio de seu chefe e grande mentor com quem ela trabalha. O caso já é famoso, mas gera dúvidas quanto ao seu veredicto há anos. Após a morte do amigo de Janet, que estava convencido da inocência do acusado haja vista novas informações que à época não foram incluídas no processo; ela decide devolver o caso à família, que é pobre e não tem condições de manter um novo advogado. Janet se comove com as condições da avó do acusado, que também tem filhos e esposa. Ela encara então aquele desafio meio sem ter consciência dos seus reais motivos.

Mais tarde vamos saber que a história de Calvin, um afro-americano acusado de estupro de uma garotinha do bairro em que morava, na verdade faz menção ao abuso sofrido pela própria advogada. Ela precisa vencer o caso para vencer suas fobias, para conquistar sua cura. Surge então a obstinação para superar os limites humanos e jurídicos. Prissy demonstra fé, perseverança e crença na verdade acima de tudo.

Apesar de toda a determinação, Janet vê sua vida desmoronando, seu filho já não a respeita mais, seu novo casamento já não atinge a felicidade de outros tempos devido à doença terminal do marido e os pedidos de exame de DNA estão cada vez mais distantes de serem aceitos. Naquela época um pedido como este custava muito e ainda estava começando a aceitação judicial do exame como prova oficial.

Convencida de sua inocência, Janet leva o caso de Calvino a uma batalha dramática e tempestuosa de 22 anos com o sistema de justiça, que finalmente resgata um homem injustamente acusado e cimenta uma amizade de longa vida. A lição que nos fica é a de que ainda que nossas escolhas nos pareçam as mais erradas e descabidas, quando estamos em sintonia com nossos valores, com nossa fé e nossa conexão interior, o sucesso faz parte de nosso caminho. É assim também no ambiente do trabalho, quando tudo parece perdido e quando seus desafios parecem intransponíveis, a dedicação e perseverança é o caminho.

Elenco


Julia Ormond … Janet Gregory
Mahershalalhashbaz Ali … Calvin Willis
Lisa Arrindell Anderson … Michelle Willis
Bruce McKinnon … Randy Arthur
Omar J. Dorsey … Leroy Matthews
Rhoda Griffis … Tina
Tonea Stewart … Ms. Newton
Russell Durham Comegys … Wayne
Avis-Marie Barnes … Rhonda

Ficha Técnica


Título no Brasil: Jornada Pela Justiça
Título Original: The Wronged Man
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Sony
Direção: Tom McLoughlin

 
 

26 de julho de 2010

A Jovem Rainha Vitória: sabedoria e união eram sua força!



Por Aline Souza


@souzaline
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O mais novo filme que remete à monarquia européia do século IX chega às telas de cinema transbordando de sonho e magia. Quando se trata do imaginário comum de jovens e belas moças, o destino da personagem principal é o mais almejado. Quem nunca sonhou em ser uma princesa rodeada de cuidados e mimos? Pois este é justamente o destino da menina nascida em 1819 e batizada de Alexandrina Vitória Regina – futuramente conhecida como Rainha Vitória. Última de sua linhagem real, a menina cresceu sob as duras "Regras Kensington", que mais do que protegê-la, aprisionavam-na. Dessa forma viveu sob a incumbência de assumir o trono da Inglaterra em algum momento de sua maioridade e quando descobre o seu destino, promete a si mesma ser merecedora dele, vendo no seu caminho natural a única saída para sua liberdade.

Dois tios, irmãos de seu falecido pai, disputavam Vitória como sucessora para que pudessem manipulá-la por meio de casamento arranjado. O pretendente escolhido por um deles vem da família Coburg, de tradição na geração de reis da Europa. A idéia é que o príncipe Albert de Saxe-Coburg (Rupert Friend) ganhe a simpatia de Vitoria, mas o jovem prefere ser ele mesmo e assim, talvez a conquiste. Ainda princesa, a futura rainha, aqui vivida por Emily Blunt, inicialmente fica com o coração dividido entre Albert, que também era seu primo, e o político Lorde Melbourne (Paul Bettany), que faz o jogo do parlamento.



Como uma peça de xadrez, Vitória precisa aprender jogar o jogo para articular melhor do que aqueles que a queriam como peça de manobra. Dessa forma o filme apresenta inclusive idéias inovadoras para aquela época, de igualdade entre os relacionamentos de marido e mulher, quando ela, rainha e rica, inclui seu marido nas decisões e na reflexão dos problemas enfrentados. Era preciso um esposo que não jogasse por ela, mas com ela. O filme se baseia nos ideais do amor romântico, a imagem das escrivaninhas frente a frente, como duas metades de um todo, não deixa dúvida disso.

Com a morte prematura de seu tio, Guilherme IV, Vitória assumiu o trono da Inglaterra aos 18 anos. Tornada rainha e alvo de conspirações, Vitória sabe que precisa ser uma jovem decidida e forte, uma verdadeira monarca digna do principal trono do velho continente, o mais rico e imponente. Como tudo que é novo, Vitoria comente erros que a impedem de ser aceita no início de seu governo, mas ela acreditou em si mesma e ficou conhecida como uma Rainha preocupada com questões sociais e de bem-estar popular, sendo o reinado mais longo da história de rainhas inglesas.



Por mais dificuldades que tenhamos na vida, é sempre bom nunca deixar de confiar em nós mesmos, jamais perder a fé e a esperança e saber distinguir sempre em quem podemos confiar. Pois, nem sempre os mais próximos são os que nos desejam o bem e o sucesso. Assim também é no mundo dos negócios, onde inteligência emocional e sabedoria fazem toda a diferença.


Young Victoria


Inglaterra, EUA , 2009 - 105 min.


Romance


Direção:
Jean-Marc Vallée


Roteiro:
Julian Fellowes


Elenco:
Emily Blunt, Rupert Friend, Paul Bettany, Miranda Richardson, Jim Broadbent, Thomas Kretschmann, Mark Strong, Jesper Christensen, Harriet Walter, Jeanette Hain, Julian Glover







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13 de julho de 2010

Príncipe da Pérsia: Para voltar no tempo!

Por Aline Souza

@souzaline
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Ainda que seja uma história pouco verossímil, de um tempo que há muito passou, é interessante perceber no filme Príncipe da Pérsia – As areias do tempo, valores que nunca deixarão de ser importantes na hora de valorizar características de um bom líder, o que poderíamos comparar com o papel desempenhado pelos príncipes de outrora. Valores como bravura, coragem e a postura de estar sempre em defesa da verdade.

O filme trata da história de um garoto, que quando criança foi adotado pelo grande Rei da Pérsia por tê-lo cativado pela coragem prematura. Quando adulto o príncipe guerreiro conhece uma misteriosa princesa e juntos lutam contra forças obscuras para proteger uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo. Após passar por situação de conspiração, a sua luta pela união da irmandade do Reino triunfa!



Para o país Pérsia (do latim Persia, através do grego antigo Περσίς ou Persís) é oficialmente admitido como um sinônimo para Irã, embora esta última tenha se tornado mais usual no Ocidente, depois de 1935.



Etimologia: Pelo menos desde 600 a.C., o termo Persis era usado pelos gregos para referirem-se à Pérsia/Irã. Persis provém do persa Pars ou Parsa – o nome do clã principal de Ciro e que também deu o nome da região onde habitavam os persas (correspondente, hoje, à moderna província iraniana de Fars). O latim emprestou o termo do grego, transformando-o em Persia, forma adotada pelas diversas línguas européias. O povo iraniano, para se referir ao próprio país, usava desde o período Sassânida, o termo "Iran", que significa “terra dos arianos”, derivado de Aryanam, forma encontrada em textos persas antigos. No período aquemênida, os persas usavam o termo Parsa. Em 1935, o Xá Reza Pahlavi solicitou formalmente que a comunidade internacional passasse a empregar o nome nativo do país, Iran (Irã ou Irão, em português). Em 1959, o Xá Mohammad Reza Pahlavi anunciou que tanto Pérsia como Irã eram formas corretas de referir-se ao seu país. (Fonte: Wikipédia).

Para ler mais veja História Persa


Título Original: Prince of Persia: The Sands of Time

Intérpretes: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Toby Kebbell, Richard Coyle, Reece Ritchie

Realização: Mike Newell

Distribuido em Portugal por: ZON Lusomundo

Género: Acção/Aventura/Fantasia/Romance‎‎

Ficha Técnica: Duração: 1h56m
Origem: EUA


5 de julho de 2010

Eu sou o capitão de minha alma

Por ALine Souza
@souzaline

Em nosso ultimo post anunciamos um filme que tratava do cárcere de Nelson Mandela em seu período auge da militância contra o racismo, cujo fim acontecia com a libertação do líder, mostrando a cena memorável onde ele caminha ao lado da população eufórica!

Pois bem, nada mais justo que continuarmos com o tema África do Sul do ponto em paramos. A escolha vai para Invictus – filme de Clint Eastwood de 2009, com os atores Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Patrick Mofokeng e Matt Stern. O ano é 1990, o filme começa justamente no momento em que Mandela é liberto, no da 11 de fevereiro, e tem pela frente o enorme desafio de transformar a mentalidade e a cultura dos sul-africanos, ainda racistas, em um país unificado e orgulhoso de todos os seus cidadãos, inclusive de seus filhos negros. Havia disputa entre o CNA – Congresso Nacional Africano e os negros líderes da militância antiapartheid. Mandela apela a seus compatriotas que deixem as armas e a violência para votar em eleições livres ao lado dos brancos.

Quando é eleito Mandela, encarnado pelo ator Morgan Freeman, numa atuação de tirar o chapéu, ele precisa administrar a reivindicação dos negros e o medo dos brancos. Encontra um país devastado economicamente, o que o faz planejar ações estratégicas para conseguir bons investimentos estrangeiros e inspirar a confiança de outros líderes. Em seu primeiro dia de trabalho, pede a todos os ex-funcionários da antiga gerencia que permaneçam em seus postos de trabalho e os ensina a olhar para o futuro, pois o novo governo precisa da ajuda de todos. “O perdão é arma poderosa, afugenta o medo” afirma o grande líder!

Com o seu olhar sagaz e a percepção de um visionário, Nelson Mandela, viu na perdedora seleção de Rugby, ícone da supremacia branca, o objeto de união daquele povo que estava dividido, mas que precisava de uma alegria que o fizesse tocado pelo espírito do nacional! O jogo da seleção SpringBoks da África do Sul contra a Inglaterra é o demonstrativo de que os negros não querem mais honrar aquela camisa, símbolo do Apartheid.

Ao perceber que os negros torciam a favor do time inglês, Mandela decide agir, e o que era um cálculo político passou a ser um cálculo humano. Pela primeira vez o país iria sediar a copa do mundo do esporte, que nasceu com a tradição inglesa, mas que pouco a pouco foi se tornando popular por toda África do Sul. Como um passe de mágica, Mandela conseguiu mostrar ao capitão do time, vivido pelo ator Matt Damon, qual seria a maneira de inspirar aqueles que estão ao nosso redor. Uma das mensagens mais impressionantes do filme é a de que o “medo de se arriscar como líder é não poder mais liderar”. O risco, neste caso é o rugby, que é misto de democracia, compaixão e inteligência na visão de Mandela, que diz não à vingança mesquinha contra o time de antes, mas diz sim à união.

É na intenção de superar nossas próprias expectativas que a vitória daquele time é perseguida no mundial de 1995, quando a mudança vem de dentro, mostrando que ela não depende dos outros, senão de nós mesmos. Importante também perceber que é fundamental, tanto na vida quanto no trabalho, principalmente quando transportamos tal realidade para as empresas, se colocar sempre no lugar do outro. Isso pode nos ajudar a enxergar muito melhor nossas limitações e obter a tolerância necessária nas relações humanas. Isso acontece na cena em que Matt Damon, com todo o time de rugby visita a prisão/museu em que Mandela esteve preso. Ao entrar na cela de seu presidente percebe que quase não se podia abrir os braços ali dentro, como poderia então uma pessoa com tais restrições falar com tamanha veemência em liberdade e estar preparado para perdoar justamente aqueles que o puseram ali? A África é berço da humanidade e a África do Sul, tem fome de grandeza e precisa de um líder à sua altura!

Se pudermos fazer o exercício de imaginar que a África pode ser comparada ao Brasil e que o rugby pode ser comparado ao Futebol, temos muito que aprender com estas lições do filme Invictus, afinal confiança é a certeza de competir com a vontade de ganhar. Com alma indomável não há desespero, Mandela diz: “eu sou o dono de meu destino e o capitão de minha alma”.



Assista ao trailler abaixo:

21 de junho de 2010

Apartheid é vontade de Deus e não questionamos Deus!

Por ALine Souza

@souzaline



Em épocas de COPA do Mundo na África do Sul não há como não pensar na grande referência política e humana do país. É claro que estamos falando de Nelson Mandela, um grande líder que nunca se esqueceu de seus valores pelos quais lutou toda uma vida, sacrificando-se em muito! Para recordar o líder lançamos mão do filme Goodbye Bafana, 2007 de Bille August. Nesse título, cujo roteiro é baseado em livro de Bob Graham e James Gregory, temos um apanhado do que era o período histórico do Apartheid, que teve início em 1948 implantado pelo Partido Nacional na África do Sul, e que determinava que os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos. Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 eleições livres foram realizadas e Mandela foi eleito presidente do país até 1999.

A base da história se passa na missão que recebe o policial James Gregory, vivido pelo ator Joseph Fiennes, de ser o responsável pela censura imposta aos prisioneiros negros e políticos em finais de 1968, ano que o mundo ferveu no calor de diversas manifestações populares e rebeliões em vários continentes. O policial, por falar a língua natural africana, origem de sua antiga amizade com uma criança negra, é o escolhido para ficar de olhos bem abertos em nada mais nada menos que Nelson Mandela, vivido pelo ator Dennis Haysbert, que nessa época já era um preso muito importante e que não poderia simplesmente ser morto pelo regime, sob o perigo de ele se tornar um mártir.


Nelson é ícone de uma era onde prevaleciam pensamentos obscuros de uma burguesia branca, no qual os negros são terroristas que querem matar os brancos e lhes roubar a terra; mesmo em se tratando de uma África ocupada e colonizada onde as terras foram confiscadas de seus donos originais. Percebemos também uma conduta de James Gregory de agradar aos chefes oficiais para ser promovido, quando ainda é instaurada a política da subserviência. Tal conduta, muitas vezes pode ser vista como bajulação barata e sem propósito. Numa empresa, o que poderia ser visto com bons olhos pelos gestores, pode causar antipatia. Ao contrario, vemos em Mandela uma preocupação séria e consciente de falar o pensa e como pensam o seu povo de maneira ponderada, certos de sua razão, com verdade nos olhos.

O grande líder Nelson Mandela também nos mostra no filme como ter uma reação correta diante de atitudes de corrupção. Usando de autonomia para saber o seu lugar, ele utiliza a falha do regime contra ele próprio, indicando publicamente a tentativa de quebrar as regras para atingi-lo psicologicamente. A grande lição que fica é que com atitudes honestas e honradas convencemos a todos de nosso ponto de vista! Até mesmo quando o policial está mentindo ter autorização superior para conseguir ler a Carta da Liberdade, escrita no Congresso Nacional Africano (CNA) como um documento antiapartheid e proibido, sua convicção e certeza do objetivo maior convencem seus interlocutores.


Já em 1976, Gregory parece perceber que há coisas mais importantes do que uma promoção. Mandela continua preso e sendo arma de barganha política, apesar de estar firme com suas convicções nacionalistas e libertárias. Em 1982 ele diz que a África do Sul precisa de jovens preparados para serem grande líderes, pois ele mesmo está envelhecendo. Sanções internacionais são impostas ao país para que o libertem após 18 anos de cárcere. O bairro de Soweeto é o mais combativo e representativo nessa luta pela liberdade do líder e Mandela se pergunta na prisão se parar com a luta armada é de fato garantia de justiça e de paz por parte dos governantes. “Se quem tem o poder nega a sua liberdade, então o único caminho é o poder”, disse. Não o libertam porque isso significaria dar poder ao povo, o que é inadmissível até mesmo nos dias de hoje!

No total foram 27 anos atrás das grades e infinitos anos sofrendo a tentativa de desmoralização pública e a separação da família, sem poder ver os filhos crescer, terem seus filhos. Somos agraciados com a conduta de sensibilidade e força de Mandela. Liberto em 1990, o policial Gregory se torna tenente, o que aprofunda sua percepção de que o que vale de fato na vida é o que levamos das pessoas o fruto de nosso aprendizado. A verdade é o que vale e na busca dela podemos realizar o nosso trabalho, seja ele qual for.